B.B. KING

 

 

 

 

 

 

 


   Riley King nasceu no dia 16 de setembro de 1925 no meio de uma plantação de algodão de Itta Bena, Mississípi. O seu tio estava casado com uma piadosa predicadora que ao sair da igreja os visitava e tocava violão. Desde a infância se interessou por blues, country, gospel e jazz. Nascido no berço do Blues não era de se estranhar que o jovem King se interessasse por música, carreira que era muito mais proveitosa à época do que colher algodão, única alternativa restante. 

King começou a cantar com sua mãe que morreu quando ele tinha sete anos. Criado pelos seus avós, ganhou o seu primeiro violão aos quatorze anos e começou a cantar em grupos de gospel, sozinho pelas cidadezinhas e inclusive, em 1944, para os soldados enquanto fazia o serviço militar. 

("Pode parecer chocante, mas foi quando me meteram no quartel que decidi cantar blues. Meus companheiros tiveram a febre dos spirituals."). 
Os dois bês no seu nome correspondem ao apelido "Blues Boy" que lhe deram numa emissora de rádio quando estava começando. Os seus primeiros antecedentes artístico sencontram-se na Igreja: foi membro do coro da sua paróquia desde muito jovem. No entanto, trabalhou no campo durante anos até que foi para Mênfis, no Tenessee, onde foi companheiro do seu primo, o célebre bluesman Bukka White e seu relacionou com outros artístas do gênero.
Familiarizou-se com a guitarra seguindo o caminho de gente como T-Bone Walker, Lowell Fulson, desenvolvendo uma técnica própria. Tocou com Johnny Ace e com Bobby Blue Bland antes de adotar definitivamente a música como profissional em 1949. 

Em 1949 gravou suas primeiras faixas em vinil. Durante o início dos anos 50 foi produzido por ninguém menos que Sam Philips, até então um produtor medíocre. Em 1951 conseguiu pela primeira vez sucesso nacional nas paradas de r&b com a música Three O'Clock Blues. Aproveitando a boa repercussão montou a banda Beale Streeters (com o vocalista Bobby Bland, o pianista Johnny Ace e o baterista Earl Forest).

Naquele mesmo ano, enquanto estava se apresentando num lugar muito barulhento, um bar em Arkansas King, vários assistentes rolaram a baixo trocando murros por causa de uma bela mulher chamada Lucille. Em meio ao alvoroço, uma estufa de querosene pegou fogo, produzindo-se um grande incêndio. Todo mundo saiu para a rua num tumulto e B.B King saiu também correndo, mas voltou, entre chamas, para recuperar a sua guitarra com a qual estava tocando. A guitarra foi salva intacta e ele também saiu ileso. Desde então, B.B. King chama a sua guitarra de Lucille. Não necessariamente aquela guitarra, mas qualquer uma que ele esteja utilizando para tocar. 
Conformando um estilo extremamente espetacular, B.B. King impôs o "blues urbano" que atrai muito especialmente os auditórios da raça branca e públicos de toda a idade e filiação. A sua forma de cantar, tensa e angustiada, exerceu uma marcada influência numa legião de cantores, não só de rhythm-and-blues, mas também de rock, de soul e até do campo do pop. 

Durante as últimas 4 décadas o estilo de King praticamente não mudou. Foi um dos poucos artistas de blues (senão o único) a conseguir manter-se em evidência durante tantos anos sem tornar seu som comercial. Continua tocando para platéias pequenas, com a mesma paixão de sempre, simpático com os fãs e respeitado por qualquer guitarrista de blues ou rock que se preze.

No início da década de 90 gravou dezenas de músicas em parcerias com músicos (principalmente guitarristas) de sua época ou influenciados por ele. Entre outros U2 (com a impagável When Love Comes to Town), Gary Moore, Vernon Reid, John Lee Hooker. O resultado foi o excelente disco Lucille & Friends.

CITAÇÕES
"Eu tocava no New Generation, em Nova Iorque, e toda noite vinham garotos que queriam saber como eu tocava. Jimi sempre ficava na primeira fila."
(B. B. King, sobre Jimi Hendrix)


O guitarrista de blues-rock que entraria para a história como B. B. King nasceu Riley B. King, em Itta Bena, vilarejo localizado às margens do delta do rio Mississipi. Nascido no berço do Blues não era de se estranhar que o jovem King se interessasse por música, carreira que era muito mais proveitosa à época do que colher algodão, única alternativa restante. Desde a infância se interessou por blues, country, gospel e jazz.

O responsável por introduzir King no mundo artístico foi seu primo Bukka White, guitarrista de blues profissional em Memphis em meados da década de 40. Em pouco tempo B. B. King se mudaria definitivamente para Memphis, passando a se apresentar nas rádios locais e conquistando uma boa audiência entre os ouvintes negros. Nessas apresentações em rádio (na realidade shows ao vivo transmitidos) ganhou o apelido de Beale Street Blues Boy, mais tarde abreviado para Blues Boy King e finalmente B. B. King.

Em 1949 gravou suas primeiras faixas em vinil. Durante o início dos anos 50 foi produzido por ninguém menos que Sam Philips, até então um produtor medíocre. Em 1951 conseguiu pela primeira vez sucesso nacional nas paradas de r&b com a música Three O'Clock Blues. Aproveitando a boa repercussão montou a banda Beale Streeters (com o vocalista Bobby Bland, o pianista Johnny Ace e o baterista Earl Forest). 

Conta a lenda que nesta turnê a sua lendária guitarra Lucille foi batizada. Após arriscar a vida para salvar a guitarra de um incêndio em um bar em Arkansas King chegou à conclusão que algo tão importante para ele não podia ficar sem um nome. Ao contrário do que se pensa, porém, Lucille não é apenas uma guitarra, mas várias, que ele trata como uma só.

Durante as últimas 4 décadas o estilo de King praticamente não mudou. Foi um dos poucos artistas de blues (senão o único) a conseguir manter-se em evidência durante tantos anos sem tornar seu som comercial. Continua tocando para platéias pequenas, com a mesma paixão de sempre, simpático com os fãs e respeitado por qualquer guitarrista de blues ou rock que se preze.

No início da década de 90 gravou dezenas de músicas em parcerias com músicos (principalmente guitarristas) de sua época ou influenciados por ele. Entre outros U2 (com a impagável When Love Comes to Town), Gary Moore, Vernon Reid, John Lee Hooker. O resultado foi o excelente disco Lucille & Friends.


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